A Igreja Católica Ortodoxa e a Igreja Católica Romana celebram a mesma Páscoa com a diferença de alguns dias (em alguns anos, as datas coincidem); isso ocorre desde 1582, quando o papa de Roma Gregório XIII reformou o calendário até então observado por todos. Há esforços para unificar a data da celebração da Ressurreição do Salvador, pois é vontade de Jesus que sua Igreja seja una. E pela Ressurreição do Senhor somos todos igualmente redimidos.
Venha para a celebração da Páscoa na nossa Catedral Metropolitana Ortodoxa, na rua Vergueiro, 1515, bairro do Paraíso, São Paulo, no dia 5, às dez da manhã. E proclamemos juntos:
Neste ano, como em outros, há significativa diferença entre a data em que nós, ortodoxos, celebramos a festa da Páscoa, a gloriosa Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador, e a data em que nossos irmãos católicos romanos a celebram, embora, em alguns anos, celebremos juntos.
- Por que há essa variação e diferença nos calendários litúrgicos das duas Igrejas?
Na verdade, a questão não é apenas religiosa, e está baseada na diferença de calendários e em cálculos feitos com base na Astronomia.
Já no início do Cristianismo houve divergências a respeito da data correta para celebrar a Ressurreição de Jesus, questão que foi resolvida no Primeiro Concílio Ecumênico, convocado pelo Imperador Constantino, realizado na cidade de Niceia, então no Império Bizantino, no ano de 325.
Os Santos Padres, líderes da Igreja Cristã, após estudo e meditação, estabeleceram que a festa da Páscoa deveria ser celebrada por todos os cristãos, em todo o mundo, no mesmo dia, com as seguintes determinações:
1 - A Páscoa deverá ser comemorada sempre num domingo;
2 - A Páscoa deve ser comemorada no domingo após a lua cheia do equinócio (época do ano em que o dia e a noite têm a mesma duração) da primavera, ou seja, depois do dia 21 de Março, pois assim a celebração da Ressurreição de Cristo (Páscoa Cristã) cairia após a Páscoa Judaica, para que se observasse o que relatam os Santos Evangelhos, uma vez que o Senhor Jesus ressuscitou após a Páscoa dos judeus.
A primeira resolução, referente à celebração no domingo, sempre foi e continua sendo observada por todas as Igrejas, em todo o mundo.
Já a segunda resolução se tornou motivo de controvérsia e causou a diferença nas datas de celebração entre ortodoxos e católicos a partir de 1582, quando o Papa de Roma, Gregório XIII, reformou o calendário até então conhecido e obsevado por todos, o Calendário Juliano. Este novo calendário, em homenagem ao Papa, se chamou Calendário Gregoriano e foi a razão de as Igrejas Ortodoxa e Católica Romana passarem a celebrar a Páscoa em datas diferentes.
Tal mudança se deveu ao fato de o novo Calendário Gregoriano ter uma diferença de 13 dias em relação ao Calendário Juliano.
O Primeiro Concílio Ecumênico levou em consideração, para estabelecer a data da Páscoa, o antigo Calendário Juliano, observando nele o equinócio da primavera no Hemisfério Norte, em 21 de março.
Desta forma, quando a lua cheia após a data do equinócio, segundo o Calendário Juliano, está mais distante, há diferença maior entre a Páscoa Ortodoxa e a Latina, como acontece neste e em alguns anos.
Como as Igrejas Ortodoxas calculam a data da Páscoa ainda hoje segundo o Calendário Juliano, em obediência às decisões do Primeiro Concílio Ecumênico, e a Igreja Católica Romana faz os cálculos da data segundo o Calendário Gregoriano, se observa uma maior ou menor diferença entre as duas celebrações, ou, em alguns anos, coincidência nas datas, dependendo de quando caiam o equinócio e a lua cheia que o segue, de acordo com cada um dos calendários, que têm diferença de dias.
Os ortodoxos não aceitam o Calendário Gregoriano para a data da Páscoa porque nele a Páscoa Cristã nem sempre é celebrada após a Páscoa Judaica, o que contraria as decisões do Concílio de Niceia.
Naturalmente, o mais importante é que celebremos esta festa da nossa redenção, a Ressurreição de Cristo, como sempre fizeram os cristãos.
Sabemos, igualmente, que é desejo do próprio Jesus que sua Igreja seja uma e, nesse sentido, já se envidaram esforços para unificar a data para a celebração das duas Igrejas, o que no entanto ainda não se conseguiu. Desejamos e pedimos a Deus que logo chegue o dia em que todos os cristãos, no Oriente e no Ocidente, das diferentes Igrejas, festejem a Santa Páscoa numa mesma data, pois pela Ressurreição do Senhor somos todos igualmente redimidos.
Nós, cristãos ortodoxos, nos unimos na celebração desta Festa a cada ano no mesmo dia, sendo isto um sinal de união entre todas as Igrejas Ortodoxas em todo o mundo. Neste ano de 2013 a data da celebração da Páscoa é 5 de maio.
Convidando-os a receber as bênçãos e graças das celebrações dos mistérios de nossa redenção, a Paixão, morte e Ressurreição de Jesus, enviamos a todos a nossa bênção apostólica, contando tê-los conosco nestes Ofícios religiosos e em todos os demais de nossa Santa Igreja. Que o Cristo Ressuscitado os visite nesse tempo de graça divina e lhes conceda os bens espirituais e materiais. Em nosso próprio nome, no de nossos Padres e conselheiros, lhes desejamos uma Santa e Abençoada Páscoa.